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1- Enfermagem do Trabalho no Mundo: Um Universo
Ruth Miranda de Camargo Leifert
Presidente da ANENT; Presidente do COREN-SP

Existem hoje no Brasil, em números aproximados, cerca de 5 mil enfermeiros do trabalho e 20 mil profissionais de nível médio, entre auxiliares e técnicos de enfermagem do trabalho, que nos últimos anos têm observado uma série de mudanças no conceito do que é "trabalho" e de quem é o "trabalhador". Essa situação, a curto e médio prazo, irá obrigar o profissional de enfermagem do trabalho a uma mudança de postura. Ele deixará de ser alguém presente num ambulatório apenas para prestar os primeiros socorros ou realizar exames menores, para assumir seu verdadeiro papel de um profissional dotado de plena visão holística do trabalhador, capaz de detectar e minimizar os efeitos do estresse ocupacional.
O profissional também terá que aprender a ser criativo e flexível. Muitas vezes trabalha-se com recursos limitados, seja eles humanos, de tempo ou dinheiro. Isso acabará impondo a necessidade do profissional de enfermagem do trabalho exibir uma postura flexível, de colaboração e sobretudo de independência. E uma postura independente e segura serão fundamentais, pois a NR-7 prevê o PCMSO com médico à distância. Dentre as novas tendências para os próximos anos está a humanização das condições de trabalho, fator fundamental para assegurar a saúde e a integridade física e psicológica do trabalhador. E nesse processo, a enfermagem do trabalho terá papel-chave. A pressão que o trabalhador sofre hoje, como ameaça constante de desemprego, obrigatoriedade de acompanhar quase que diariamente as mudanças impostas pelas novas tecnologias, acabam levando este trabalhador a uma situação de estresse, causando acidentes, por distração ou negligência.
O papel da enfermagem do trabalho na prevenção dos efeitos deste estresse ocupacional tende a ser valorizado por administradores neste início de século.