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9- O Impacto de Globalização sob Ótica da Enfermagem do Trabalho
Piedad Liliana Lancheros Carrillo- Colômbia
Enfª Pós Graduada na Gerência em Saúde Ocupacional; Desenvolve atividades
de Saúde Ocupacional nos Subprogramas de Medicina Preventiva e do Trabalho

Objetivo

  • Discutir o futuro da globalizaçao dos serviços de saúde e as perspectivas de estes nos países americanos

Conteúdo...

  • Conceitualizaçao da Globalizaçao
  • Modêlo Neoliberal
  • O modêlo e a crisis económica neoliberal e social da America Latina
  • Desafios da Globalizaçao e a integração regional
  • Impacto da globalizaçao no âmbito de seguridade e saúde social

...Conteúdo

  • Evoluçao da saúde na Colômbia e a Lei 100
  • Informe da organizaçao Mundial da Saúde con respeito a Globalizaçao
  • Desafios e oportunidades para a segurança no trabalho ou no (plano) marco da globalizaçao
  • A ética enmarcada no rol de enfermaria ocupacional
  • Conclusões

Introdução

Conceitualização da Globalização

"É um fenômeno político-económico a nível mundial, onde existe uma liberação do comércio e de integração económicas o que leva a que existam relações dos povos e das pessoas".

  • Vontade de cooperação entre os estados soberanos para enfrentar problemas comuns, ou que escapam ao controle do estado.
  • Crescente interdependência entre os estados do ângulo dos problemas e o vulneravilidad para os problemas externa como a capacidade de açäo.

Tendência da Globalização

  • Aumento do comércio internacional
  • Livre circulação dos bens, serviços e capitais.
  • Crescente importância de inversões estrangeiras
  • Interconexão de mercados financeiros

Crise Econômica Mundial

Neoliberalismo

  • Livre Comércio
  • Liberdade no mercado de capitais
  • Localização de companhias nacionais e transnacionais
  • Concentração do mercado financeiro
  • Envio das economias manuais

Desafios da Globalização e a Integração Regional

  • Busca de justiça social
  • Elevação dos níveis de bem-estar das sociedades
  • Políticas de apoio aos setores mais vulneráveis.
  • Reforço da cooperação internacional, para o apoio a regiões menos desenvolvidas.

Impacto da Reforma de Segurança Social na Colômbia

  • Os hospitais não têm a infra-estrutura e crise existe nos hospitais públicos.
  • Eliminação de subsídios
  • Diminuição dos salários para o pessoal de saúde.
  • serviço disto é afetado pelo medicamento não fornecido
  • Corte na despesa pública.
  • Deterioração das condições sociais da maioria da população.
  • Um aumento do desemprego e da informalidade do trabalho

9.1- O Impacto de Globalização sob Ótica da Enfermagem do Trabalho
Margarida Plantier Rasteiro
Lisboa, Portugal

INTRODUÇÃO
" Pensa global. Age local"
( Theodore Lewitt)

A globalização define-se, segundo Waters (3) como "um processo social atravès do qual diminuem os constrangimentos geográficos sobre os processos sociais e culturais e em que os indivíduos se consciencializam cada vez mais dessa redução".

Podemos dizer que, a partir dos séculos XV e XVI, Portugueses e Espanhóis atravessando os oceanos nas suas naus e caravelas, iniciaram a internacionalização e a mundialização do nosso Planeta; que soubèmos que era redondo com Copérnico no século XVI, e o que o Português Fernão de Magalhães provou, em 1521, com a sua viagem de circum-navegação à volta do mundo.

Exactamente neste ano de 2000, comemoramos os 500 anos da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil e, dois anos antes, em 1498 já o Português Vasco da Gama, navegando para leste, descobrira a Índia. Foi, igualmente, no século XV, que Cristóvão Colombo chegou à América do Norte.

Assim, pode afirmar-se que a globalização é a consequência directa da expansão da cultura europeia atravès do planeta, por via do estabelecimento da colonização e do mimetismo cultural. (ibidem).

O mundo entendido como uma "aldeia global" (Mc Luhan, 1970 - Canadá) continua de forma imparável a caminho de uma completa globalização. A mundialização económica desenvolve-se para o bem e para o mal, divide e unifica, igualiza e desgualiza.

Só 20% da população mundial consome 80% da produção mundial.

Ainda há poucos anos, a competição era descrita em termos de país contra país: os EUA "contra" o Japão, a França "contra" a Alemanha. A formação de regiões integradas, como a União Europeia ( 15 países, 320 milhões de pessoas/consumidores, um só mercado, uma só moeda - o euro), a NAFTA (Estados Unidos da América, Canadá e México, 310 milhões de pessoas/consumidores), o MERCOSUL ( Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, 200 milhões de pessoas/consumidores) e os países asiáticos emergentes (Tailândia, Singapura e Coreia), esbate as fronteiras nacionais e abre à concorrência económica espaços cada vez mais vastos.

As produções de países pobres estão a mover uma concorrência cada vez mais agressiva a muitos dos fabricos tradicionais dos países ricos; produtos oriundos da China, Singapura ou Indonésia aparecem no mercado mundial por iniciativa própria ou por encomenda dos países ditos desenvolvidos. Daí que, muitas empresas, num jogo economicista que parece ter o poder para se sobrepôr aos próprios Estados, estejam a desaparecer, reduzam a sua actividade económica ou desloquem a sua produção para as zonas do globo onde os custos da mão de obra são mais baixos, com consequências negativas para o emprego dos países donde desinvestem.

Segundo alguns autores, a globalização é só negativa, beneficiando somente os países já desenvolvidos;

segundo outros , a globalização será benéfica para todos os países, mas não de igual forma.

Segundo Morin (2) há que tentar "civilizar a globalização".

Alguns exemplos das consequências da globalização :

todos os habitantes do planeta podem assistir simultaneamente e em tempo real ao campeonato mundial de futebol na Alemanha, ou à erupção do vulcão Etna em Itália.

os pesticidas utilizados na agricultura na Bélgica vão entrar na cadeia alimentar de muitas pessoas de outros países também.

podem comer-se hamburgers nos restaurantes Mc Donald’s nos 4 continentes. Vendem-se no mundo, por segundo, 40.000 latas ou garrafas de Coca Cola.

o uso, ainda, de clorofluorcarbonetos (CFC) em algumas partes do planeta, vai contribuir para o "buraco" na camada de ozone da atmosfera, o que vai prejudicar grandemente, também populações que vivem longe.

As despesas dos Estados industrializados/desenvolvidos com o terceiro mundo não cessam de diminuir.

O "turbocapitalismo" põe em risco a própria democracia. afirmam Martin e Schuman ( 1).

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O DESENVOLVIMENTO

Ligado à temática da globalização aparece necessariamente o tema do desenvolvimento.

O mito do desenvolvimento determinou a crença de que era preciso sacrificar tudo para que as desigualdades fossem reduzidas e o bem-estar crescente. Só que a concepção teórico-económica de desenvolvimento ignorou os problemas humanos de identidade, de comunidade, de solidariedade e de cultura.

Assim após, 30 anos votados ao desenvolvimento, o grande desiquilíbrio Norte/Sul mantem-se e as desigualdades entre países ricos e pobres agravam-se. 25% da população do globo que vive nos países ricos consome 75% da energia; o mundo desenvolvido destrói os seus excedentes agrícolas e põe as suas terras em pousio enquanto as penúrias e as fomes se multiplicam no mundo pobre.

O subdesenvolvimento dos desenvolvidos aumenta precisamente com o seu desenvolvimento técnico-económico. O subdesenvolvimento dos desenvolvidos é um subdesenvolvimento moral, psíquico e intelectual.

O desevolvimento deve deixar de ser uma finalidade míope ou uma finalidade-terminus mas, sim, deve ser consentânea com outras finalidades, como Viver Melhor, Viver Verdadeiramente. Isto quer dizer, segundo Morin (2), " viver com compreensão, solidariedade e compaixão - viver sem ser explorado, insultado ou desprezado".

O mesmo é dizer que as finalidades do desenvolvimento relevam de imperativos éticos. A economia deve ser controlada e finalizada por normas antropo-éticas.

Há que "civilizar a civilização" aconselha Morin (2).

É hoje possível técnica e materialmente, reduzir as desigualdades, alimentar os famintos, distribuir recursos, abrandar o crescimento demográfico, diminuir as degradações ecológicas, mudar o trabalho, criar altas instâncias planetárias de regulação e salvaguarda, desenvolver a ONU em verdadeira Sociedade das Nações e civilizar a Terra.

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