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5- Guadalupe Scarparo
Haag
Condições de vida e de trabalho dos alunos trabalhadores em enfermagem
Este trabalho objetiva verificar as condições de vida e de trabalho dos
alunos-trabalhadores em Enfermagem, visto que um número significativo
destes demonstram sono, cansaço e desânimo em sala de aula. A qualidade
do trabalho se dá pela "organização" e pelas "condições de trabalho".
Para Capella (1998), as condições interferem diretamente no envolvimento
do trabalhador com o paciente, e para ser um trabalhador respeitador e
ético é preciso respeito e satisfação.
A organização do trabalho em Enfermagem é caracterizada por freqüentes
interrupções para material, informações ou intercorrências, que aumentam
a carga física, psíquica e emocional. Esse cenário é agravado pela dupla
ou tripla jornada de trabalho ou excesso de horas extras para complementar
o salário. A pesquisa foi realizada através de questionário, nos meses
de abril e maio de 2000, em duas Universidades da grande Porto Alegre.
Os interlocutores da pesquisa foram os alunos-trabalhadores, matriculados
em doze ou mais créditos, cursando disciplina(s) de quarto semestre do
Curso de Enfermagem.
A análise dos dados evidenciou que dos 65 alunos-trabalhadores pesquisados,
mais de 25% trabalham entre 40 e 60 h/semanais. Referentes ao sono, 35,3%
dormem entre 21 e 30 h/semana, dado significativo visto que "o déficit
de sono reduz a capacidade cognitiva, diminuindo a capacidade de execução
de tarefas e expondo o trabalhador e o paciente a acidentes e falhas"
( Haag et al., 1997, p.69 ).
Baseado nos resultados, a autora considera que as empresas devem promover
"qualidade de vida no trabalho",visto que os trabalhadores são marcados
pela má qualidade de vida.
Enfermeira- Professora do Curso de Enfermagem da Ulbra e da Unisinos -
Mestranda em Educação.
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